Embratur vai aos EUA para negociar vinda de cruzeiros internacionais ao Brasil

O diretor-presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, acompanhado dos senadores Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ) e Irajá Abreu (PSD-TO) e do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), deu início à primeira agenda internacional do ano nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (20), a comitiva brasileira conheceu as instalações e trocou experiências com integrantes da Carnival Corporation & plc. Localizada em Miami, a empresa é a maior do mundo no ramo de cruzeiros marítimos. O objetivo principal é capitanear grandes corporações de cruzeiros dos EUA para operar no Brasil, com o intuito de fortalecer o turismo e gerar emprego e renda no país.

 

De acordo com Gilson Machado Neto, o aumento da operação de cruzeiros marítimos no Brasil é um dos principais focos da Embratur neste ano.  Segundo ele, “o número de cruzeiros no país caiu muito devido à legislação trabalhista brasileira envolvendo a operação dos navios. A meta da Embratur é recuperar o potencial turístico desse segmento”, destacou.

 

O senador Flávio Bolsonaro foi o autor de relatório favorável ao texto na Comissão de Relação Exteriores, que aprovou no final do ano passado a adesão do Brasil ao novo texto da Convenção sobre Trabalho Marítimo, aprovado em 2014 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência que faz parte da Organização das Nações Unidas (ONU). A convenção trata de condições decentes de trabalho para quem trabalha na navegação, regulando temas como férias remuneradas, segurança e saúde, idade mínima de trabalho, recrutamento, jornada mínima de trabalho e repouso, condições de alojamento, alimentação, instalações de lazer, bem-estar e proteção social.

 

Renê Hermann, Henrique Costa e Renata Ribeiro, membros da Carnival Corporation & plc, apresentaram o trabalho da empresa que atua em diversos países no mundo. A Carnival tem 30 milhões de passageiros por ano, sendo que o porto de Miami chega a ter 7 navios somente do grupo. A promessa, segundo os funcionários do grupo, é de cheguem a 83 navios produzidos até 2023. Em 2019, foram 5,6 milhões de passageiros em 2 mil cruzeiros promovidos no ano. Os maiores mercados são: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e México.

 

Na temporada 2019/2020 de cruzeiros marítimos no Brasil, há previsão de que a oferta de leitos cresça 6,3%. “Em 2018/19 e 2017/18, já tínhamos crescido 15%, então, acumulamos um crescimento de 36,3% nas últimas três temporadas aqui no Brasil”, comentou o diretor-presidente da Embratur, Gilson Machado Neto. “Nosso principal objetivo é aumentar o número de cruzeiristas no Brasil, pois apenas 65 mil passageiros passam pelo país por ano. Já tivemos 32 cruzeiros marítimos em águas brasileiras, agora, temos oito”, afirmou Neto.

 

O impacto econômico do setor de cruzeiros nos EUA foi de R$ 59 bilhões em 2018. No Brasil, somente R$ 2 bilhões. Foram 421 mil empregos em solos norte-americanos. Já no Brasil, foram criados 31.992 empregos.

 

Fonte: Embratur

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