Parque Histórico Nacional das Missões (RS) recebe obras de conservação por parte do Iphan

Os povoados missioneiros criados pelos jesuítas e índios Guarani nos séculos XVII e XVIII, em território que hoje engloba parte do Brasil, Argentina e Paraguai, deixaram estruturas remanescentes que são uma singular marca no tempo de parte da história brasileira. Para preservar essas ruínas e sua memória, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério do Turismo, realiza continuamente um trabalho de conservação nos sítios históricos e arqueológicos que compõem o Parque Histórico Nacional das Missões, no Rio Grande do Sul.

 

Nesta última semana de junho, recomeçou mais uma etapa desse trabalho com as obras de conservação e recuperação da frontaria e das arcadas das ruínas da antiga igreja de São Miguel Arcanjo, no sítio histórico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões (RS). A obra também inclui as estruturas em ruínas dos sítios de São João Batista e São Lourenço Mártir, localizados nos municípios de Entre-Ijuís e São Luiz Gonzaga, respectivamente. Ao todo, o conjunto de ações conta com investimentos de mais de R$ 656 mil.

 

Os trabalhos de consolidação nos sítios chegaram a ser iniciados em março, com a execução de serviços preliminares relativos a instalações provisórias, mas foram interrompidos em seguida devido às medidas de segurança e saúde recomendadas durante a pandemia do novo coronavírus. Agora, as obras serão retomadas, começando pelo sítio de São João Batista, com uma previsão de 12 meses de execução.

 

Os serviços previstos visam estabilizar estruturas desagregadas, sanar pontos de infiltração e realizar tratamentos para evitar o ingresso de novos pontos de umidade, problemas que decorrem do desgaste natural das edificações ao longo do tempo e de eventuais intempéries. As metodologias que serão aplicadas, levando em conta as especificidades de cada sítio, foram discutidas em encontro técnico realizado em março, envolvendo técnicos de diversas áreas do Iphan e a empresa contratada para realizar a obra, repassando conhecimentos e discutindo as melhores estratégias para a intervenção.

 

A conservação das estruturas em ruínas do Parque Histórico Nacional das Missões faz parte de um trabalho permanente do Iphan, que contempla ações básicas de manutenção, realizadas pela equipe de artífices, e projetos específicos, como a nova intervenção. O parque foi criado em 2009 como uma unidade da Instituição, vinculada à Superintendência do Iphan-RS, e reúne os sítios arqueológicos de São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São Nicolau e São João Batista. Ao longo desses anos, o Iphan vem realizando diversos trabalhos no sentido da continuada preservação dos bens, buscando consolidar e recuperar as estruturas desgastadas e manter a integridade e autenticidade das edificações.

 

Fonte: MTur

Parceria: Aplicativo desenvolvido pela OMT vai facilitar viagens no pós-pandemia, diz MTur

Agilizar procedimentos e aumentar a segurança do processo de identificação de visitantes, de forma a favorecer a retomada do turismo global. Este é o objetivo de uma parceria firmada entre a Organização Mundial do Turismo (OMT) e a consultoria Wanderlust World para o desenvolvimento de um aplicativo por meio do qual viajantes vão poder apresentar cópias digitais dos principais documentos necessários ao ingressar em destinos de todo o planeta.

 

A ferramenta World Tourist Identification (WTID) também busca coibir fraudes e se soma a ações pela recuperação do setor em meio à pandemia de Covid-19. “O reinício do turismo deve ser gerenciado com cautela e responsabilidade, priorizando a saúde pública e fazendo pleno uso da inovação. O aplicativo promete facilitar viagens nas fronteiras internacionais e promover confiança no turismo”, sustenta Zurab Pololikashvili, secretário-geral da entidade.

 

No fim de maio, a OMT divulgou um conjunto de diretrizes para ajudar o segmento a retomar atividades de maneira segura e sustentável. O documento, elaborado em conjunto com o Comitê Global de Crise no Turismo – do qual o Brasil faz parte -, indica a adoção de protocolos de segurança na área. As medidas incluem aferição de temperatura, uso de máscaras, distanciamento físico e limpeza periódica de ambientes e superfícies, entre outras iniciativas.

 

Ações do tipo já são encampadas pelo Ministério do Turismo no Brasil. O órgão disponibiliza, por exemplo, o selo Turismo Responsável – Limpo e Seguro a empreendimentos que cumprem requisitos de higiene e limpeza. A certificação, elaborada em parceria com o trade e validada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), integra o Plano de Retomada do Turismo Brasileiro, coordenado pelo MTur e que visa preparar o setor para um retorno gradual.

 

Recuperação

 

Desde o início da pandemia, o MTur desenvolve iniciativas para mitigar impactos da Covid-19 e permitir a retomada do turismo. Uma delas é a campanha “Não cancele, remarque!”, que busca proporcionar a manutenção de serviços contratados e preservar empregos. O órgão também prepara uma campanha de estímulo a viagens domésticas, além de planejar a estruturação do turismo rodoviário, a partir da integração com outros modais de transporte.

 

Fonte: MTur

Em live, Funarte e Universidade Federal do Rio de Janeiro lançam projeto Bossa Criativa

Nesta terça-feira (30.06), a Fundação Nacional das Artes (Funarte) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro lançam o projeto Bossa Criativa. O evento acontecerá pela internet, às 18h, no canal do projeto, por meio de um debate mediado pelo diretor artístico e vice-diretor da Escola de Música da UFRJ e coordenador do Bossa Criativa, Marcelo Jardim. O tema da conversa será a relação entre as artes e o Patrimônio Cultural – um dos focos do projeto – e, também, as formas alternativas de acesso às artes durante o distanciamento social.

 

Participarão do bate-papo, Chico Teixeira, cantor, compositor, instrumentista e pesquisador de cultura popular; Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais; Luciano Silva, presidente da Funarte; e Bia Bedran, cantora, compositora, escritora e mestre em estudos contemporâneos das artes.

 

Bossa criativa

 

A iniciativa reunirá apresentações e oficinas, com temas ligados a várias linguagens artísticas e formas de economia criativa. O foco do projeto é a democratização da cultura, bem como a diversidade e a difusão de todas as artes, de modo inclusivo.  As atividades, exibidas no site, se iniciam com “pocket shows”, performances e vídeos de capacitação, com artistas de todo o Brasil. Está programado, ainda, um edital para novas propostas artísticas e culturais; e um chamamento público para apresentações de trabalhos de mestrado na área das artes. A iniciativa, integrante do Programa Funarte de Toda Gente, se estenderá ao longo de 2021, também com eventos presenciais, em nove pontos do patrimônio mundial, histórico, cultural e natural brasileiro.

 

Projeto Bossa Criativa – Arte de Toda Gente

Realização: Fundação Nacional de Artes – Funarte e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Curadoria: Escola de Música da UFRJ
Live de lançamento: 30 de junho de 2020, terça-feira, 18h, pelo canal do projeto no Youtube
(https://bit.ly/2Nt3vOu)

Pandemia: ABIH Nacional faz levantamento sobre retomada dos hotéis independentes

Entre os setores econômicos mais impactados pela pandemia do novo coronavírus, o turismo e a hospitalidade praticamente zeraram suas atividades e há previsões que apontam uma volta aos índices de 2019, no turismo de lazer, nos próximos 18 meses e, no de negócios, daqui a três anos.

 

Para traçar um panorama da situação da indústria de hotéis independentes do país e suas expectativas nesse momento de retomada, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH Nacional, realizou um levantamento entre os dias 10 e 16 de junho e reuniu informações sobre a situação da hotelaria independente em todas as regiões do Brasil.

 

De acordo com o levantamento, a hotelaria nacional independente aponta a falta de apoio municipal e estadual para a recuperação do setor que ainda está com mais de 95% dos hotéis fechados e com índices de ocupação beirando a 0%. De Norte a Sul, é unânime a necessidade de liberação de crédito, modernização da legislação e melhoria da infraestrutura de acesso. A previsão na maioria dos estados é que o reinício das atividades seja entre julho e setembro.

 

Para o presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhares, a MP 936/20 que suspende o contrato de trabalho e reduz o salário e a jornada, e sua prorrogação, deu um alento ao setor e vem impedindo o fechamento de centenas de meios de hospedagem formais e a demissão de mais de dez milhões de empregos.

 

“A Medidas Provisórias assinada pelo presidente Jair Bolsonaro trouxe um alívio para a hotelaria, mas os hoteleiros, na sua maioria absoluta, ainda não conseguiram que os bancos liberem créditos, mesmo para aqueles que não têm problemas cadastrais. Precisamos de uma força tarefa administrativa e legislativa para não só sairmos dessa crise, mas para sobrevivermos a ela, já que um hotel para atingir o ponto de equilíbrio precisa funcionar com 40% a 50% de ocupação”, alerta Linhares que também aponta a indefinição da já deficitária malha aérea como um agravante para o panorama geral e para a retomada do turismo em todo o território nacional.

 

No Nordeste, a reabertura de grandes grupos de hotéis e atrações turísticas devem impulsionar retomada.

 

De acordo com o levantamento da ABIH Nacional, a Bahia está com 95% dos hotéis com as operações suspensas e tem a expectativa de que o início da retomada do turismo deva acontecer paralelamente à reabertura de unidades dos grandes grupos de hotéis que estão programando reiniciar suas operações em julho. “O setor vem estabelecendo protocolos junto aos profissionais e entidades de saúde, mas a questão é que para retomar o turismo é preciso restabelecer a malha aérea. Atualmente, por exemplo, Salvador vem recebendo poucos voos”, explicou o presidente da ABIH-BA, Luciano Lopes.

 

No Ceará, de acordo com o presidente da ABIH-CE, Régis Medeiros, o impacto foi de 100%, mas os meses de julho e agosto devem marcar o início da retomada do turismo no estado, principalmente na capital, devido à permissão para a reabertura das barracas nas praias e à volta ao funcionamento do Beach Park, um atrativo importante de Fortaleza. “Julho ainda será muito fraco, podendo ficar entre 15% e 20% de ocupação, por conta das viagens de avião mais restritas. Acredito que devem vir os turistas regionais, que vêm de carro”, avalia Régis Medeiros.

 

Em Pernambuco, mais de 80% da hotelaria está fora de operação no momento. Apenas Recife mantém aproximadamente metade dos hotéis funcionando, principalmente, para atender aos funcionários das companhias aéreas e profissionais de saúde. Nas regiões turísticas de Porto de Galinhas, Praia dos Carneiros e Litoral Norte, o índice de fechamento dos meios de hospedagem chega a quase 100%. “A expectativa é que 20% dos empreendimentos reiniciem suas operações em julho, se as condições sanitárias permitirem. Esse número deve crescer para 30% ou 40% em agosto e mais 20% em setembro, quando então teríamos todos os hotéis reabertos”, explica Eduardo Cavalcante, presidente da ABIH PE.

 

Segundo o presidente da ABIH do Maranhão, João Antônio Barros, além das restrições ligadas à pandemia do coronavírus, a capital São Luis, principal pólo turístico do estado, está com diversos problemas de acesso, com as estradas em péssimas condições. “Nesse momento, em que o turismo rodoviário pode ser o primeiro a retomar as atividades, é importante que as autoridades invistam em melhorar os acessos à capital do estado”, comentou.

 

Os índices em Alagoas são semelhantes aos dos outros estados da Região Nordeste. Estão abertos hoje cerca de 5% dos hotéis, grande parte em Maceió. “Em um dos principais destinos turísticos do estado, Maragogi, a maioria dos hotéis médios e pequenos deverão abrir em julho. Já os maiores estabelecimentos e os resorts têm previsão de voltarem às atividades apenas em setembro. Mas tudo vai depender ainda dos novos decretos governamentais”, disse André Santos, presidente da ABIH-AL.

 

Na Paraíba, a retomada das atividades acontece gradativamente desde o dia 15 junho, porém grande  parte dos hoteleiros permanecerão com as atividades suspensas, segundo o presidente ABIH-PB, Manuelina Hardman. “Os hotéis em sua maioria estão com previsão de reabertura entre os meses de julho e agosto e alguns só pretendem retornar as atividades em setembro. Hoje estamos com 9% dos hotéis associados em funcionamento”, complementa.

 

Já no Rio Grande do Norte, cerca de 17% dos hotéis estão abertos. O restante têm previsão de volta gradativa, aumentando mensalmente até setembro, quando espera-se que quase todos os meios de hospedagem estejam reabertos. “O setor de hotelaria é responsável por aproximadamente 50 mil empregos no estado. O turismo é muito importante para nossa região e a reabertura dos hotéis será fundamental para a retomada da economia do estado”, afirmou José Odécio Rodrigues, presidente da ABIH RN.

 

Segundo o presidente da ABIH Sergipe, Antônio Carlos Franco, os meios de hospedagem do estado estão com taxa de ocupação próxima de zero desde março. “Acredito que a retomada começará no final do segundo semestre, principalmente, através do turismo rodoviário. É o cliente que não vai depender de malha aérea para viajar, e a gente está falando aqui em torno, em Sergipe, um raio de 600 km. Mas uma retomada mesmo do turismo, como no ano passado, a gente só espera para o final de 2021 ou 2022”, afirmou.

 

 No Sul do país, destinos como Gramado, Bento Gonçalves e Canela já estão reabrindo seus hotéis.

 

Em Santa Catarina, segundo o presidente da ABIH do estado, Osmar Vailatti, a previsão é que três em cada quatro hotéis irão reiniciar as atividades até o final de julho e as viagens de pequenas distâncias devem ser o primeiro nicho a ser retomado. “O turismo regional num país tão grande e diverso pode ser a base segura para a retomada do setor. Aqui estamos em casa, os custos são menores e os ambientes são familiares, gerando mais confiança para o turista”, comentou.

 

O Rio Grande do Sul também segue a média nacional e está com cerca de 5% dos hotéis funcionando no momento, principalmente para atender profissionais de saúde e do setor de aviação. Segundo o presidente da ABIH-RS, José Reinaldo Ritter, a abertura será gradual e deve atingir uma média de 50% dos estabelecimentos até final de junho. Ele ressalta ainda que os ambientes da hotelaria sempre foram limpos e seguros, supervisionados por profissionais de saúde e que isso facilitou a criação dos protocolos. “Nos destinos de frio como Canela, Gramado e Bento Gonçalves, durante os finais de semana e em julho, devem abrir até 90% dos estabelecimentos, respeitando sempre o limite de 70% de capacidade para garantir o isolamento. Os hotéis de cidades voltadas para o turismo de negócios como Porto Alegre, Caxias e Passo Fundo devem reabrir de acordo com o tráfego aéreo e com a retomada da economia que deve se estender até o ano que vem”, comentou.

 

No Paraná, mais de 50% dos meios de hospedagem permanecem abertos na capital, Curitiba. Entre aqueles que paralizaram as operações, 60% não têm previsão de reabrirem, em torno de 25% devem retomar as atividades somente em junho e o restante em julho. “A perspectiva para o estado não é muito animadora, principalmente pelo fato do frio ainda não ter chegado. Com a queda da temperatura, devem aumentar os números dos casos de Covid-19 e, provavelmente, teremos que endurecer as medidas de isolamento”, explicou Orlando Kubo, presidente da ABIH PR.

 

Estados do Centro-Oeste devem voltar às atividades com o turismo de negócios e nos destinos de natureza.

 

Em Brasília, segundo o presidente da ABIH-DF, Adriana Pinto, a maioria dos hotéis estão fechados, pois não há público que justifique manter suas operações. “A maioria das unidades fechou por conta do custo operacional pois é muito caro manter um hotel aberto sem ocupação. Alguns estabelecimentos estão hospedando idosos, agentes penitenciários e de saúde. A ocupação tem ficado em torno 4 ou 5%. O cenário deve melhorar um pouco com a volta dos trabalhos no Congresso Nacional, Governo Federal e no Sistema Judiciário ”, afirmou.

 

Segundo o presidente da ABIH Goiás, Fernando Pereira, aproximadamente 95% dos meios de hospedagens estão fechados há mais de 70 dias no estado. “Nossa previsão é que a partir de julho já tenhamos uma flexibilização, mas uma retomada mais consistente deve ficar para agosto”, explicou.

 

No Mato Grosso, o interior vem registrando números melhores que a capital, principalmente por causa do agronegócio que vem mantendo suas atividades.  “Mesmo nas cidades menores, a ocupação caiu e está em torno de 25 a 30%. Já Cuiabá que depende de malha aérea – hoje estamos com apenas dois voos diários chegando à cidade – e tem como fortes nichos o turismo de negócios e eventos está sofrendo bastante. A ocupação na capital está em torno de 20% e os principais hotéis estão fechados e só devem abrir a partir do início do julho”, disse Jack Joseph Abboudi, presidente da ABIH-MT.

 

Para o presidente da ABIH Tocantins, Marcelo Constantino, o turismo no estado sentiu os impactos da pandemia como todos os outros destinos, mas por ser muito procurado pelo turismo de natureza, que não traz grande aglomeração de pessoas, pode ter uma retomada mais rápida. “Estamos praticamente paralisados, com nível de ocupação muito baixo, com muitos hotéis fechados. A tendência é a retomada primeiro do turismo interno e em regiões como o Jalapão, Cantão e Serras Gerais que já propiciam um isolamento natural”, afirmou.

 

Na Região Sudeste do país, o turismo regional também deve impulsionar o setor de hotelaria.

 

Na Região Sudeste, a expectativa também é que seja realizado um retorno gradual.  No Rio de Janeiro, a taxa de ocupação é semelhante aos outros estados. Segundo Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ, o índice está abaixo de 5% e a maioria dos hotéis de cidades turísticas do interior do estado está de portas fechadas. “O turismo paralisou totalmente. A ocupação está perto de zero, mas as despesas continuam. Os hotéis precisam trabalhar com foco total na redução de custos para preservar os empregos. Hoje, temos 90 hotéis fechados no Rio de Janeiro, impactando diretamente 20 mil trabalhadores“, comentou.

 

No Espírito Santo, segundo o presidente da ABIH-ES, Gustavo Aride Guimarães, dos 1.500 hotéis do estado, aproximadamente metade deles ficou fechado em março e abril. Atualmente, 30% ainda não retornaram e não é possível projetar se todos conseguirão retomar as atividades. A taxa de ocupação daqueles que se mantiveram em atividade, em março e abril  não passou de 12,3%. Já em maio, o percentual chegou aos 20,8%. “Uma taxa de ocupação abaixo de 35% não paga o custo de um hotel. Precisamos buscar um número maior, mas num momento como esse, o crescimento que tivemos mostra uma tendência de melhoria”, explica.

 

Em Minas Gerais, segundo o presidente da ABIH-MG, Guilherme Sanson, os hotéis estão com ocupação muito baixa, em torno de 8%, e há muitos fechados na Região Metropolitana. “Não há proibição para o funcionamento dos hotéis no Estado, mas não existe demanda para justificar a abertura. Com a volta mais efetiva do comércio, devemos ter mais procura, mas tudo isso será muito lento se o setor não receber apoios e incentivos dos governos municipais e estaduais ”, explicou.

 

Na região Norte, hoteleiros reivindicam apoio das autoridades municipais e estaduais e destacam a necessidade de retomada da malha aérea.

 

Segundo o presidente da ABIH Amazonas, Roberto Bubol, o impacto da pandemia na hotelaria do Amazonas é muito grande. “Temos cerca de 13 mil leitos cadastrados pela ABIH e estão sendo usados apenas cerca de 600 deles. O setor de eventos está parado. Se não houver algum tipo de incentivo, as demissões aumentarão. O acesso à região complica ainda mais a situação. Houve diminuição de voos e mesmo através dos rios, transporte típico da região, as viagens estão praticamente paralisadas”, comentou.

 

Entre os hoteleiros do Pará não há grandes expectativas para a retomada nos próximos dois meses. Segundo Tony Santiago, presidente da ABIH-PA, elas serão pontuais, em alguns municípios que existem projetos de mineração ou que são ligados ao agronegócio. “Há muitas restrições de abertura por todo o Estado. A possibilidade de necessidade de retorno ao confinamento gera desconfiança nos hoteleiros. A capital, Belém, é movida a turismo de negócios, mas os congressos continuam suspensos e a malha aérea muito diminuta não atende às necessidades mínimas de deslocamentos”, explicou.

 

Roraima também vem sofrendo com a diminuição de cerca de 80% de voos para a capital Boa Vista. Segundo o presidente da ABIH-RR, João Batista dos Santos, vários hotéis já fecharam suas portas, pois os índices de ocupação estão por volta de 5%, o que torna impossível manter um hotel funcionando. “Tenho conversado com os hoteleiros e muitos têm dúvidas se irão reabrir depois que esse problema passar. A situação no estado é muito complicada”, comentou.

 

No Acre, o panorama é semelhante, segundo o presidente da ABIH-AC, Carlos Alberto Simão. Ele destaca que apesar de solicitado, as prefeituras e o governo estadual não estão dando nenhum incentivo ou abatimento nos impostos nesse período. “Esperamos uma retomada muito difícil. Nem todos conseguirão passar por essa turbulência. O crédito não chegou para as empresas. As viagens a negócios praticamente pararam. Os hotéis que estão abertos têm média de ocupação abaixo de 10%. Esse número não vai subir muito até agosto. Possívelmente, de setembro a dezembro, teremos uma leve melhora, mais longe do que foi ano passado. Acredito que a recuperação só deverá vir mesmo a partir de julho 2021”.

 

Finalizando o levantamento, Rondônia não houve obrigatoriedade de fechamento para os hotéis, mas o movimento tem sido muito baixo, segundo o presidente da ABIH-RO, Alberto Ivair Rogoski Horny “Em Porto Velho desde o início da pandemia, o movimento caiu 90% e alguns hotéis – entre 30 e 40% – fecharam. A expectativa, principalmente na capital, é que a partir de julho posssamos começar a retomar a normalidade”, declarou.

 

Fonte: ABIH Nacional

Bandeira laranja: município turístico de Gramado restringe funcionamento de restaurantes

Após o Decreto Estadual que institui o Sistema de Distanciamento Controlado no Rio Grande do Sul, o município de Gramado tem a permissão de permanecer na bandeira laranja – que caracteriza caráter de risco médio. Esta decisão está confirmada no Decreto Municipal 146/2020, publicado pela Prefeitura de Gramado neste sábado, dia 27. A norma completa está disponível no link: https://www.gramado.rs.gov.br/storage/attachments/lPmso3qRxFUtUDA9NffLqbrbYPAjUO5eTFop3qpD.pdf.

 

O documento ainda determina o horário de funcionamento das atividades do ramo hoteleiro em todo o território municipal. Os restaurantes podem atender o público até as 23 horas e o encerramento total do serviço deve ocorrer até as 24 horas. Esta regra não se aplica ao atendimento para tele-entrega e retirada no balcão.

 

Este Decreto Municipal, de acordo com o prefeito de Gramado, Fedoca Bertolucci, vai ao encontro das demandas assinaladas pela população. “Este decreto tem dois objetivos: o primeiro é atender as inúmeras reclamações das pessoas em relação ao descumprimento dos protocolos. E o segundo é dar a oportunidade para que os restaurantes procedam a higienização dos ambientes em tempo razoável”, afirma.

 

Foto: Divulgação/Prefeitura de Gramado

Catedral Imperial, em Petrópolis (RJ), vai passar pela maior restauração de sua história

Quem passeia pelo Centro Histórico de Petrópolis (RJ), logo tem a atenção captada pela Catedral de São Pedro de Alcântara. Um dos principais símbolos da cidade, este monumento vai passar pela maior restauração de sua história. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério do Turismo, aprovou o projeto de intervenções, proposto pela Mitra Diocesana de Petrópolis. A execução conta com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que, por meio do BNDES Fundo Cultural, vai investir R$ 13,1 milhões para revitalizar a fachada e os ambientes internos do edifício, além de implementar uma galeria de exposições.

 

Também conhecido como Catedral Imperial, o monumento foi tombado pelo Iphan em 1980. O tombamento da igreja é uma extensão da proteção conferida, desde 1964, à Avenida Köeler, inscrita no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

 

A edificação estampa inúmeros cartões-postais da cidade, famosa pela pluralidade de atrações históricas e arquitetônicas. As intervenções vão permitir a reabertura do mausoléu no qual se encontram os restos mortais da família imperial. Atualmente, todas as áreas superiores da catedral – órgão, coro, torres e telhado -, assim como o mausoléu, encontram-se fechados para visitação.

 

As obras estão previstas para começar em agosto. Empresas e trabalhadores locais vão executar a empreitada de modo a incrementar a economia da cidade. A restauração vai ser dividida em três ações. A parte externa abrange a recuperação da cobertura, do madeiramento estrutural, dos elementos de ornamentação e das calhas; bem como a recolocação das rosáceas. Além disso, as intervenções incluem a modernização da parte elétrica da igreja e a instalação do sistema de combate a incêndio. Também serão realizados o restauro e a requalificação interna, com recuperação de elementos artísticos.

 

Destaca-se no projeto a implantação de uma galeria expositiva nos dois primeiros pavimentos da torre que antecedem o sino. Nas cúpulas e agulhas neogóticas, serão instaladas uma passarela e telas de projeção, tanto para contar a história da construção do templo quanto para exibir documentos históricos da fundação da cidade. Esta nova área vai viabilizar o acesso do público à torre: no alto dos 70 metros de altura, exibe de forma panorâmica uma das vistas mais impressionantes da cidade.

 

AVENIDA KOELER 

 

 A Avenida Köeler é um dos principais logradouros do plano urbanístico de Petrópolis. De autoria do Major Júlio Frederico Köeler, a via conserva com fidelidade aspectos paisagísticos e urbanísticos originais. Tendo no eixo central o leito do Rio Quitandinha, afluente do Piabanha, a avenida se inicia na antiga Praça de São Pedro de Alcântara – onde se localiza a Catedral – e termina na Praça de Rui Barbosa.

 

Construídos na segunda metade do século XIX ou na passagem deste para o século XX, o acervo apresenta variedade de estilos: algumas edificações se ligam ao neoclássico final; outras se filiam à fase romântica dos chalés e há ainda os exemplares ecléticos.

 

O atual edifício da igreja começou a ser construído em 1884. Inspirado nas antigas catedrais do norte da França, o engenheiro e arquiteto baiano Francisco Caminhoá planejou o projeto arquitetônico em estilo neogótico, muito em voga na época. Em 1925, foi inaugurada a matriz, após 37 anos de trabalhos. As obras da fachada, contudo, só começaram em 1929, e a torre só foi erguida entre 1960 e 1969. O templo ostenta um carrilhão de cinco sinos de bronze fundidos em Passau (Alemanha), que pesa nove toneladas.

 

Fonte: MTur

Low cost apresenta plano de operação para atuar no mercado doméstico do Brasil

O Brasil pode ter, em breve, a primeira empresa aérea low cost operando voos domésticos. A JetSMART, que já oferece voos entre Chile, Argentina e Brasil, apresentou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um plano de operação no mercado interno de aviação comercial. O importante anúncio vai ao encontro das expectativas para a futura retomada do setor após a pandemia da  covid-19 e a priorização, pelos turistas, das viagens nacionais.

 

A JetSMART, companhia sul-americana fundada pela empresa de capital privado Indigo Partners, mantém operações no Chile, Argentina e Peru. A empresa confirmou à Reuters a intenção de operar voos domésticos no Brasil. Outras três aéreas do gênero já atuam no Brasil em linhas internacionais: a argentina Flybondi, a norueguesa Norwegian Air e a chilena Sky Airline.

 

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, destaca que a possível operação de low costs no Brasil reforça o trabalho voltado ao aumento da conectividade aérea e à retomada do setor após a pandemia. “O estímulo à competitividade é uma das medidas para estimular a queda no preço das passagens. Entendemos que a retomada do setor será por meio de viagens nacionais e a chegada da JetSMART amplia a malha aérea e traz mais ofertas de baixo custo”, disse o ministro.

 

O CEO da JetSMART, Estuardo Ortiz, se comunicou por nota. “Embora a pandemia tenha reduzido substancialmente a demanda, ainda estamos analisando novas operações na região, apesar de seguirmos o formato e a velocidade da recuperação do mercado no Brasil e em outros países”.

 

Fonte: MTur

Nova Casa do Artesão de Caicó vai mudar realidade dos artesãos do Seridó

O artesão como protagonista da sua própria arte. É assim que deve ser após a inauguração da nova Casa do Artesão de Caicó. Reformado e ampliado pelo Governo do RN, por meio do projeto Governo Cidadão e Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), o espaço recebeu investimentos de R$ 793 mil e está pronto para ser aberto.

 

“No lugar o artesão vai poder divulgar e comercializar seus produtos sem a nefasta intervenção dos atravessadores. É um espaço múltiplo, que além da exposição artesanal, poderá promover oficinas, encontros, palestras, debates, lançamentos de livros e moda”, descreve Graça Legal, coordenadora do Proarte na Sethas, para quem a Casa representa o reconhecimento da atividade artesanal na região Seridó como um dos segmentos mais importantes na geração de emprego e renda.

 

O Seridó é rico nos artesanatos em couro, madeira, cerâmica e o bordado, polarizado nas cidades da microrregião do Seridó Ocidental, acaba de ser registrado como IG – indicação geográfica. Ou seja, os artesanatos bordados em Caicó ganharão o selo “Indicação de procedência – bordado de Caicó”. E a Casa será mais um espaço para divulgar e comercializar esse verdadeiro patrimônio cultural.

 

“Essa obra representa a realização de um sonho antigo dos artesãos que ousaram sonhar com um espaço onde pudessem comercializar seus produtos e viabilizar melhoria na qualidade de vida de cada um”, acrescenta a coordenadora do Proarte. A reforma foi concretizada com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial.

 

 

Novo recorde mundial da pesca esportiva é batido no Brasil com o maior Olho de Boi

A Pesca Esportiva no Brasil teve um dia a ser comemorado na quarta-feira (10/6). Em Itacimirim da Serra (BA) foi batido um novo recorde mundial, quando o pescador Mestre Macal fisgou o maior Olho de Boi (Amberjack, em inglês) já registrado, com 82 Kg. Residente de Maragogi (AL), Mestre Macal superou o antigo recorde de pesca do Olho de Boi, que era do japonês Tadashi Yamanaka, com um Olho de Boi de 74 Kg pescado em 2015, em Tokio, no Japão.

 

Dos cinco peixes esportivos mais importantes do mundo, que são o Marlin, a Cavala, o Olho de Boi, o Dourado e o Agulhão de Vela, o Brasil agora possui dois recordes mundiais: o Marlin, de 636 Kg pescado em 1986 por Paulo Amorim, no Espírito Santo, e o recém pescado Olho de Boi do Mestre Macal, pescado na Bahia.

 

Para o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, o Brasil tem um potencial hídrico incrível e grande potencial para o fomento do turismo de pesca. “Várias espécies de peixes só existem no Brasil e a pesca esportiva é um dos esportes mais praticados do mundo, superando inclusive o futebol, pois é praticado por crianças, idosos, mulheres e homens. Temos a maior ictiofauna do mundo de peixes de água doce, como também peixes de água salgada de uma diversidade sem fim nos mais de 8 mil quilômetros de costa da nossa Amazônia Azul”, salienta Gilson.

 

Para que novos recordes sejam batidos no Brasil e para que o turismo de pesca traga ainda mais turistas internacionais, Gilson reconhece o esforço do governo federal para chamar a atenção para esta modalidade esportiva. “No governo do presidente Jair Bolsonaro a pesca esportiva está recebendo a devida atenção. O próprio presidente é um entusiasta, um ecoturista, um pescador esportivo e sempre está atento aos pleitos nesses temas, preocupado em desburocratização e geração de emprego, renda e satisfação à população brasileira”, reconhece o presidente da Embratur, recém transformada em Agência Brasileira de Promoção do Turismo Internacional.

 

Fonte: Embratur