O Brasil precisa aprender com Copenhague, diz ministro do Turismo

Missão internacional realizada pelo Ministério do Turismo em Copenhague busca alternativas para requalificação dos espaços públicos nas grandes cidades brasileiras. A capital dinamarquesa passou por grandes transformações nas últimas três décadas para permitir que pedestres e ciclistas pudessem transitar pela cidade. A ocupação dos espaços públicos privilegia as pessoas em detrimento dos veículos.

 

 

“Se queremos de fato transformar o Brasil em um lugar melhor para as pessoas, precisamos aprender com humildade com aqueles que comprovadamente sabem, porque já fizeram”, comentou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz (foto). O ministro ressalta que a economia de Copenhague não ia bem há quatro décadas, quando as transformações urbanísticas começaram. “A requalificação dos espaços públicos foi fundamental para o desenvolvimento da cidade. Precisamos mudar a direção para onde estão caminhando os grandes centros urbanos do Brasil”, afirmou.

 

Um estacionamento deu espaço a quadras poliesportivas, uma avenida ficou mais estreita para permitir o trânsito de bicicletas e um cemitério virou parque. Transformações ocorridas num passado recente facilitaram o desenvolvimento da cidade, reduziram o índice de violência e aumentaram a lucratividade do comércio local, transformarando Copenhague numa das melhores cidades do mundo para se viver.

 

Enganam-se aqueles que pensam que o processo ocorreu sem resistência popular. “Quando a prefeitura anunciou que tiraria o estacionamento próximo ao comércio de Nyhavn, os donos das lojas fizeram manifestações contra a medida, mas depois que ela foi implementada, as vendas triplicaram e ninguém mais falou nada”, comentou Maurício Duarte Pereira, associado do escritório de urbanismo Gehl, um dos mais famosos do mundo nessa área e responsável pela requalificação do espaço público de Copenhague.

 

De acordo com Maurício, um dos grandes aprendizados que o Brasil pode levar da Dinamarca é na relação de parceria entre os entes públicos e privados. “Enquanto no Brasil o poder público funciona, na maioria das vezes, como um controlador ou regulador, aqui ele é um facilitador. Está ao lado da iniciativa privada em busca de soluções para o desenvolvimento”, analisou.

 

No estudo de competitividade do Fórum Econômico Mundial, entre 136 países analisados, a Dinamarca tem o quarto menor custo para se abrir uma empresa. Os empreendedores precisam apenas preencher formulários eletrônicos e recebem um cartão com as informações da empresa cadastrada.

 

Nos próximos dias, a missão internacional do Ministério do Turismo em Copenhague tem agendas com Jan Gehl, um dos principais urbanistas do mundo atualmente, e também com o embaixador do Brasil na Dinamarca, Carlos Antonio da Rocha Paranhos; com o recém-indicado embaixador da Dinamarca no Brasil, Nicolai Prytz; a chefe de planejamento urbano de Copenhague, Tina Saaby; e com o presidente do órgão responsável por promover turisticamente a capital dinamarquesa, Wonderfull Copenhagen, Mikkel Aaro-Hansen.

 

Fonte: Agência de Notícias do Turismo

Brasil está entre os destinos preferidos dos turistas russos depois da Copa

A Campanha Happy By Nature (Felizes Por Natureza) que a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) realizou na Rússia, durante a Copa do Mundo, e que levou a alegria e hospitalidade do povo brasileiro como atrativo turístico continua dando resultados. Segundo pesquisa realizada na Rússia pelo site Skyscanner, o Brasil ficou na segunda colocação entre os países que os turistas russos desejam visitar após terem tido contato com a torcida durante o torneio.

 

O Brasil, de acordo com a pesquisa online do site especializado em busca de passagens aéreas, hotéis e aluguel de carros, ficou atrás apenas da Islândia, uma das sensações da Copa e à frente de países como México, Austrália e Peru. O resultado da pesquisa reforça o interesse dos russos pelo Brasil como destino turístico, pelo povo brasileiro e ratifica a escolha do tema da campanha.

 

“Nosso povo é acolhedor e bem humorado. O brasileiro é sim um atrativo turístico. Em um país com tamanha variedade de produtos turísticos, esse resultado da pesquisa é uma demonstração da força que a energia e a simpatia brasileira têm ao redor do planeta”, afirma a presidente da Embratur, Teté Bezerra.

 

Um dos motivos para escolha do tema da campanha Felizes Por Natureza foi o resultado de outra pesquisa, realizada após as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Após o megaevento, 98% dos turistas estrangeiros que visitaram o Brasil elencaram a hospitalidade do brasileiro como diferencial. Esse dado foi um dos balizadores para a definição da estratégia da campanha da Embratur.

 

O retorno de mídia da campanha é considerado expressivo. A campanha durou 40 dias e teve alcance de 304 milhões de pessoas, contabilizando os impactos gerados nas ruas, com as publicações da imprensa internacional e também com o engajamento nas redes sociais. Somente na imprensa internacional, o público estimado é de 200 milhões, com mais de 50 matérias publicadas em veículos nacionais e internacionais. Nas mídias sociais, são 104 milhões de impressões das publicações. Mais de 2,8 milhões de engajamentos nas postagens, como curtidas, reações e comentários. Além disso, houve um alcance aproximado de 3 milhões via influenciadores digitais.

 

Mercado russo

 

A Rússia é um mercado considerado estratégico para a Embratur. Desde setembro do ano passado, a Embratur realiza ações e reuniões in loco, ao estabelecer um escritório em Moscou. São 23 milhões de russos que viajaram pelo mundo no ano passado e gastaram US$ 27 bilhões, mas apenas 27 mil visitaram o Brasil.

 

Fonte: Embratur

Com a tecnologia, a cultura, história e turismo agora estão na palma da mão

Dados do Ministério do Turismo revelam que a maioria (57%) dos visitantes estrangeiros que estiveram no Brasil em 2017 utilizaram a internet como fonte de consulta sobre destinos locais. O número evidencia a importância da oferta de tecnologia para a atração de viajantes e motiva que conhecidos ícones do turismo nacional disponibilizem sistemas que estampam na tela de celulares ou tablets informações a respeito de seus atrativos.

 

Trata-se do formato QR Code (código de resposta rápida, em português), por meio do qual o viajante, ao direcionar os aparelhos a um código de barras, acessa materiais a respeito de cartões postais. É o caso de Salvador, onde placas em monumentos da capital baiana conduzem a conteúdo descritivo trilíngue (português, inglês e espanhol). A iniciativa integra o Projeto #Reconectar, desenvolvido pela Fundação Gregório de Mattos.

 

A lista de locais contemplados proporciona uma verdadeira viagem pela história sotepolitana. A relação inclui o busto do fundador da cidade, Thomé de Souza, na Praça Municipal, reunindo ainda os monumentos a Zumbi dos Palmares, na Praça da Sé; a Castro Alves, na praça que leva o mesmo nome do poeta, e a Dodô e Osmar, inventores do famoso trio elétrico, nascido no município.

 

Outra capital que investe na inovação é Florianópolis (SC). O roteiro autoguiado do Centro Histórico, organizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas, com apoio da Prefeitura Municipal, envolve 25 pontos. A partir da Catedral Metropolitana, o circuito tem marcações no piso com mosaicos identificados pela figura folclórica do Boi de Mamão. A caminhada, de cerca de três horas, percorre igrejas, museus e praças revelando um rico patrimônio.

 

São Paulo, um dos principais destinos de turistas do país, também aposta na facilidade para cativar seus visitantes. Na cidade, placas instaladas na frente de monumentos ou diretamente na fachada dos imóveis reúnem informações sobre o local em português, inglês e espanhol. Os dispositivos direcionam usuários a uma página específica de cada local, elaborada pela São Paulo Turismo, contendo dados e curiosidades.

 

A relação de atrativos envolve pontos emblemáticos, a exemplo da Catedral da Sé, do Edifício Copan, da Estação da Luz, da Galeria do Rock e do Mercado Municipal. O projeto, que faz parte de uma parceria entre o Ministério do Turismo e a Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTuris, envolve ainda sinalização para pedestres, que mostram a localização de destinos de interesse turístico próximos à área.

 

A tecnologia se faz presente ainda em Recife, capital pernambucana. Na cidade, o sistema permite ‘passear’ por símbolos do turismo local, como o Marco Zero, o Cais da Alfândega, o Teatro de Santa Izabel, o Mercado São José e a Ponte Maurício de Nassau. As placas direcionam ao link do projeto Recife Antigo na Palma da Mão, organizado pela Prefeitura Municipal, que reúne dados sobre imóveis, ruas e fatos históricos.

 

Para utilizar o QR Code, é necessário acessar o App Store (no caso de iPhones e iPads) ou o Google Play (para Androids), buscar um dos aplicativos de leitura do sistema e fazer o download do aplicativo.

 

Facilidade

 

Desde março deste ano, o Cadastur, cadastro nacional de prestadores de serviços turísticos regulares do Ministério do Turismo, utiliza a tecnologia QR Code para a emissão de certificados, com informações sobre os operadores do setor inscritos no sistema.

 

Conforme a legislação vigente, o cadastro é obrigatório para meios de hospedagem, agências de turismo, parques temáticos, acampamentos turísticos, organizadoras de eventos, guias de turismo e transportadoras turísticas.

 

Fonte: Agência de Notícias do Turismo

Foto/destaque: Marco Zero. Crédito (Prefeitura de Recife)

 

Turismo: pedido de entrada no Brasil cresce 42% com visto eletrônico

Desde a implantação do visto eletrônico para cidadãos de quatro países – Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão – o número de pedidos para o visto brasileiro apresentou aumento significativo. Entre fevereiro e julho deste ano foi registrado um crescimento de 42%. Levando em conta o gasto médio dos turistas destes países, caso as solicitações se revertam em viagens, poderá haver uma injeção de US$ 41,2 milhões na economia brasileira.

 

O período analisado corresponde ao início de funcionamento da medida para todos os países. No mesmo período, de 121.959 pedidos de visto, 95.417 foram realizados pelo meio eletrônico, o que representa 78% de adesão ao sistema. No total, mais de 100 mil vistos já foram solicitados.

 

O impacto da medida de facilitação entre os cidadãos canadenses resultou em 50% a mais no pedido de e-Visa para o Brasil, seguido dos Estados Unidos (45%), Austrália (35%) e Japão (23%). Segundo a Organização Mundial do Turismo, iniciativa como esta podem representar em um incremento de 20% de visitantes estrangeiros entre os países que adotam essas políticas.

 

“Precisamos abrir nosso país para visitantes de outros países e, assim, trazer novas divisas para movimentar a economia brasileira. O setor do turismo tem muito a contribuir com a economia brasileira e esses numeram comprovam isso. Fizemos o movimento correto mas ainda precisamos avançar mais”, explicou o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz.

 

De acordo com os dados do Ministério das Relações Exteriores, os Estados Unidos, segundo maior emissor de estrangeiros para o Brasil, lidera a lista de solicitações. Entre fevereiro e julho foram 87.349 pedidos, sendo 69.808 pelo meio eletrônico. Em segundo lugar aparece Japão (14.272), seguido de Canadá (10.333) e Austrália (10.005).

 

Facilidade

 

O visto eletrônico simplifica e barateia o processo de solicitação da autorização de entrada no Brasil. O valor passou de US$ 160 para US$ 40 (além de uma taxa de US$ 4,24) e o prazo médio, que era de 30 dias, caiu para, em média, até cinco dias uteis em um processo todo eletrônico.

 

Fonte: Agência de Notícias do Turismo

Chegou agosto! E com ele diversos eventos a serem apreciados no país

Verão e inverno ao mesmo tempo e destinos de sobra para apreciar as duas estações em um único país. Esse é o privilégio de quem viaja pelo Brasil e conhece os eventos que acontecem em agosto, aproveitando a temporada de frio, no Sul, ou a de calor, no Norte. Para ajudar a não perder nenhum atrativo, o turista pode contar com o Calendário Nacional de Eventos, ferramenta desenvolvida pelo Ministério do Turismo para divulgar feiras, festivais, encontros e desfiles que acontecem no país.

 

Confira as dicas separadas pela Agência de Notícias do Turismo para ajudar o viajante:

 

Friozinho:

 

Para aproveitar as baixas temperaturas do inverno, a dica é descer o mapa do Brasil para apreciar o clima frio do sul, no cenário do evento Del Vino, que acontece em Imbituba (SC) até o dia 11 de agosto. O evento reúne música ao vivo e pratos para todos os gostos e bolsos, com pacotes especiais de hospedagem durante o período.

 

Ou, quem sabe, subir um pouco mais na rota e desfrutar da temperatura amena em Iúna (ES). O Festival Café & Cultura, que acontece de 15 a 18 de agosto, trará o atrativo principal da cidade, oportunizado pela produção cafeeira. Além da deliciosa bebida, atividades artísticas, culturais e comercialização de produtos da agroindústria fazem parte do evento.

 

Porém, se o turista estiver pelo Nordeste, conhecido pelas altas temperaturas, sem abrir mão da cultura de inverno, a roteiro tem que passar pelo evento mais aconchegante da Paraíba, que vai acontecer entre os dias 20 a 26 de agosto, em Alagoa Nova. Na Rota Cultural Caminhos do Frio, a altitude da Serra de Borborema oferece um clima friozinho e vem regada de cultura, shows, gastronomia e passeios ecológicos.

 

Calorão:

 

É inverno no Brasil todo, mas é verão na Amazônia, o que faz com que, na parte superior do mapa brasileiro, o sol brilhe ainda mais. O estado do Pará vai aproveitar a luz natural  e o início da estação do sol para realizar o XXI Itaverão, na cidade de Itautuba. Até o dia 26 de agosto, o turista que escolher esse destino terá como benefícios praia, shows, esportes, e uma culinária local de dar água na boca.

 

Marabá (PA) também vai trazer atividades voltadas para sol e praia no evento Summer Fest 2018, que acontece em 25 de agosto. De acordo com os organizadores, a festa é o maior acontecimento náutico do país, com shows com 15 horas de duração.

 

Folclore:

 

A riqueza do Brasil vai além das belezas climáticas e encontra traços da cultura deixada pelos antepassados, perpetuada até hoje nos eventos municipais. O intuito deles é trazer para perto do visitante as origens, virtudes e valores do povo brasileiro.

 

É o caso do Festfolk – 1º Festival Regional de Folclore, que acontece em Jaguari (MS), nos dias 24 e 25 de agosto, trazendo para o turista tendas de gastronomia, artesanato, pintura, jardinagem, decoração, brinquedos e bijuterias, tudo feito pelas mãos de cerca de mil artesãos de municípios sul-mato-grossenses.

 

Mais folclore também para o visitante que conhecer o 54º Festival do Folclore, em Olímpia (SP), que acontece até o dia 13 de agosto, reunindo manifestações de todo o Brasil como danças, artesanato e gastronomia, ou na V Semana do Folclore da cidade de Luziânia (GO), nos dias 23 a 26 de agosto, repleta de multiculturalismo e fomento ao folclore goiano.

 

Fonte: Agência de Notícias do Turismo

Cerejeira ou sakura: É o Brasil com traços de um Japão florido

A cerejeira é a árvore símbolo do Japão e tornou-se marca dos descendentes da comunidade nipônica que se espalhou pelo Brasil. Por aqui, a tradição asiática de contemplar o florescer rosado da Sakura (ou cerejeira, em português) também virou festa: em pleno inverno brasileiro, a cor e delicadeza das flores criam um cenário perfeito para o turismo.

 

Grandes e pequenas cidades com traços de imigrantes nipônicos promovem festivais culturais para marcar o período e encantar os turistas, aproximando os costumes japoneses dos brasileiros. Alguns deles estão registrados no Calendário Nacional de Eventos do Ministério do Turismo.

 

Segundo o coordenador-geral de produtos Turísticos do MTur, Cristiano Borges, o calendário mostra que os destinos estão aproveitando acontecimentos naturais e laços culturais para criar programações e produtos turísticos únicos: “o mercado está cada vez mais atento a isso, criando atrações que reúnem cultura, natureza e turismo. Além de oferecer ao turista uma experiência singular, as cidades criam ferramentas para combater a sazonalidade do setor, que envolve dezenas de atividades econômicas e gera emprego e renda”. Para se ter uma ideia, só o turismo cultural representa 10% da motivação dos turistas estrangeiros que vêm ao Brasil a lazer.

 

A florada das cerejeiras anuncia a chegada da primavera e dura poucas semanas, mas ainda dá tempo de se programar e conferir:

 

SÃO PAULO (SP): A 40ª Festa das Cerejeiras Parque do Carmo, no bairro de Itaquera, começa nessa sexta-feira (3) e vai até domingo (5). Todos os anos, a comunidade descendente que vive na região realiza o hanami – costume tradicional japonês de contemplação da beleza das flores -, aproximando os participantes das árvores. O vento do inverno espalha o colorido pelo chão e deixa a paisagem ainda mais bonita. Além do encanto natural, shows e comidas típicas embalam a diversão dos apreciadores.

 

PETRÓPOLIS (RJ): A cidade realiza anualmente o festival Bunka-Sai, que começa nesta quarta-feira (1º) e se estende até domingo (5). Em 2018, o evento celebrará os 110 anos da imigração japonesa com apresentações musicais, teatrais, gastronomia e produtos típicos japoneses. A festa é uma maneira de valorizar a cultura nipônica na cidade, além de movimentar o turismo na região.

 

LINS (SP): Jantares temáticos, workshop de etiqueta japonesa, oficinas de origami, artes marciais, shows artísticos e muita tradição japonesa vão marcar a XI Semana da Cultura Japonesa em Lins, que acontece em dez dias de programação a partir desta quinta-feira (02). As atrações são para todas as idades e reúnem moradores e turistas.

CAMPOS DO JORDÃO (SP): Centenas de pessoas participam, todos os anos, da apreciação da floração das cerejeiras no tradicional destino de inverno do País. Desta vez, a Festa da Cerejeira em Flor será nos dias 04, 05, 11 e 12 de agosto, movimentando, nos dois próximos finais de semana, turistas que querem vivenciar um pouco da cultura japonesa. A festa é beneficente e toda a renda arrecadada contribui na manutenção de uma instituição que cuida de pessoas idosas.

 

Fonte: Agência de Notícias do Turismo

Foto: Facebook da Festa das Cerejeiras de SP

Turismo promove gastronomia brasileira no Experiência Braztoa, em Maceió

Galinhada com pequi, tacacá, arroz de carreteiro, acarajé e tutu à mineira e muito mais. Para quem não consegue identificar pelo nome, cada prato tem a marca de uma região brasileira. Essa diversidade é o carro-chefe da apresentação do Ministério do Turismo no Experiência Braztoa, encontro que ocorre nesta terça-feira (31) em Maceió (AL).

 

No comando do Espaço Sabores do Brasil, o chef de cozinha pernambucano Alcindo Queiróz brindará os agentes de viagens com um brunch, na abertura do evento, e dois coquetéis de degustação. “O objetivo do Ministério é mostrar para este público como a gastronomia pode incrementar o turismo e ser uma referência do destino. A variedade e a diversidade da culinária brasileira são importantes diferenciais do turismo brasileiro”, afirma Queiróz, que preparou 20 cardápios para o evento. À mesa, entre outros quitutes, o tradicional bolo de rolo e vatapá, do Nordeste; cuscuz paulista, do Sudeste; cuca de banana do Sul; mousse de açaí e maniçoba, do Norte; e a sopa paraguaia, do Centro-Oeste.

 

Nas etapas anteriores do Experiência Braztoa, realizadas em Foz do Iguaçu (PR) e Manaus, mais de mil pessoas experimentaram as delícias do espaço do MTur. A expectativa é que até o fim da programação do evento itinerante, previsto para o dia 15 de agosto em Brasília, 1,2 mil participantes sejam servidos com as iguarias regionais. “Neste contexto da gastronomia nacional, Alagoas tem posição de destaque, pois teve sua culinária aprovada por quase 92% dos visitantes internacionais, além de 93,4% de satisfação com os restaurantes”, comenta o secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Bob Santos, que representa o MTur no evento em Maceió.

 

Pesquisa

 

No ano passado, a gastronomia brasileira recebeu a aprovação de 96% dos cerca de 6,6 milhões turistas internacionais que visitaram o país. Os 17 estados pesquisados alcançaram índices de satisfação superiores a 93%, segundo o Estudo da Demanda Turística Internacional 2017 (MTur/Fipe).

 

 

Braztoa

 

O Experiência Braztoa é uma programação de eventos itinerantes, exclusivo para agentes de viagem e parceiros locais, apresentando atrativos de diversos destinos de um jeito inovador, sensorial e interativo. Promovem também relacionamento, capacitação e negócios por meio de experiências lúdicas.

 

Fonte: Agência de Notícias do Turismo

Festejos juninos movimentam economia de cidades, como em Corumbá

Além de ser uma das manifestações mais tradicionais da cultura brasileira, as festas juninas estão se transformando também em grandes negócios para municípios brasileiros. O aumento do fluxo de turistas e residentes em junho e julho movimentam o comércio e geram empregos antes, durante e depois do São João. Para se ter uma ideia, somente em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), que promovem as maiores festas do país, o público somado chegou a 5 milhões, com injeção de R$ 440 milhões nas economias locais.

 

Este ano, Campina Grande superou desafios e, apesar do incêndio que abalou o Parque do Povo e da greve dos caminhoneiros que adiou o início da festa, a cidade comemorou o crescimento de 10% nas vendas do comércio local. No total, segundo dados parciais da Coordenadoria de Turismo, a cidade recebeu 2,5 milhões de visitantes, com incremento de R$ 240 milhões na economia. Em público, a pernambucana Caruaru teve a mesma marca, sendo que o faturamento ficou em R$ 200 milhões.

 

Ainda no Nordeste, em São Luís (MA) o Bumba meu boi, patrimônio imaterial brasileiro, reina absoluto e produz uma das festas juninas mais singulares do país. Este ano, cerca de 50 mil pessoas, entre residentes e turistas, participaram das apresentações nos diversos palcos e nas ruas da capital maranhense, que conta com mais de 500 grupos folclóricos. O resultado foi uma movimentação econômica de R$ 25,8 milhões em uma cidade na qual o “boi” fortalece a cadeia produtiva do turismo, gerando empregos para costureiras, bordadeiras, brincantes (o pessoal que se apresenta nos grupos) e no comércio local.

 

São João pelo Brasil

 

Mas quem acha que somente o Nordeste produz grandes festas, precisa passar o São João em Belo Horizonte. A capital mineira entrou definitivamente no calendário junino tendo como ponto alto o campeonato de quadrilhas e a gastronomia mineira, que ganhou um circuito especial com a participação de restaurantes da cidade. Este ano, o Arraial de Belo Horizonte, com programação de um mês de duração, reuniu 200 mil pessoas com impacto de R$ 2,74 milhões na economia da capital. Segundo ressaltou a Belotur, o gasto médio diário na Praça da Estação, que chegou a R$30,50, cresceu 27%, em relação ao ano passado.

 

O Norte e o Centro Oeste também marcam presença em um país onde os festejos juninos tem vários sotaques e matizes regionais que os tornam inigualáveis. Que o digam Bragança (PA), com seu arraial cheio de referências a mitos amazônicos, e Corumbá (MS), onde o ponto alto da festa é o Banho de São João nas águas do Rio Paraguai. Na cidade do oeste paraense, que recebe visitantes de municípios próximos, a arrecadação foi de R$ 170 mil com a venda de produtos em 30 barracas, com destaque para a farinha de mandioca, considerada a melhor do país e premiada internacionalmente. Já na fronteiriça Corumbá, com fluxo regional e de estrangeiros vindos principalmente da Bolívia e Paraguai, a movimentação econômica chegou a R$ 2,4 milhões, incluindo os recursos públicos aportados no festejo.

 

Chamada MTur

 

Para consolidar o São João na agenda de eventos turísticos do país, na condição de um produto genuinamente nacional, o Ministério do Turismo realizou no ano passado uma chamada pública na qual selecionou cinco festejos para serem beneficiados com ações de promoção. Todos eles estão retratados nesta reportagem: Belo Horizonte (MG), Bragança (PA), Campina Grande (PB), Corumbá (MS) e São Luís (MA). Caruaru foi contemplada também, com divulgação dos resultados do evento, por ser uma das maiores festas do país.

 

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Arraial de Belo Horizonte. Crédito: Roberto Castro/MTur

 

 

Foto Capa/Principal: Banho de São João, em Corumbá

Roteiro pelo ”trem da Itália” conta história paulista e resgata glamour

Viajar no tempo e na história dos italianos que vieram ao Brasil, no período da imigração, para desbravar o estado de São Paulo. Essa é a proposta do passeio no “trem da Itália”, que faz parte do Expresso Turístico da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e vai realizar, neste sábado (28), mais uma visita ao passado dos colonos com um momento de resgate ao glamour das viagens férreas da década de 1950. O passeio é realizado três vezes ao mês.

 

O embarque inicia na Estação da Luz, na capital do Estado, e tem como destino Jundiaí (há 60 km da cidade de São Paulo), que preserva costumes e a arquitetura trazida pelos imigrantes italianos. O gostinho de história começa logo na entrada da locomotiva, fabricada nos anos 1960. Depois, basta sentar-se confortavelmente no assento do trem e embarcar no “túnel do tempo”, com direito a apresentações e curiosidades sobre os imigrantes a bordo, bem como música e histórias que marcavam aquela época.

 

A viagem dura 1h30min e é realizada ao longo da atual Linha 7-Rubi, primeira estrada de ferro implantada em 1867 pela antiga São Paulo Railway. Nesse percurso existe ainda possibilidade de curtir uma programação complementar, que proporciona ao turista visita a adegas, cantinas e degustação de vinho, conhecer fazenda histórica com marcas da influência dos italianos naquela região, além de degustação das famosas pastas italianas, tudo isso embalado pelas canções tradicionais. Para saber como comprar o pacote, Clique aqui.


O Expresso Turístico foi criado em 2009 e oferece, além da viagem italiana, roteiros para mais dois destinos: Estação da Luz – Mogi das Cruzes e Estação da Luz – Paranapiacaba. São 174 poltronas para acomodar confortavelmente os turistas e espaço reservado para cadeira de rodas com cinto de segurança. Os ingressos são vendidos diariamente na bilheteria da Estação da Luz, das 9h às 18h. Clique aqui para saber mais.

 

Emoção nos trilhos

 

O Brasil tem 28 roteiros para passeios em trens de passageiros, entre regulares e turísticos, autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Dados do Plano Nacional de Viação de 2016 mostram que o país possui 30,6 mil km ferrovias já implantados e 17,2 mil km em planejamento. Só no ano de 2016, o setor transportou 1,3 milhão de passageiros.

 

A variedade de trens é tão grande que o turista pode escolher entre antigas Marias Fumaças ou trens mais modernos, que não agridam o meio ambiente. A Agência de Notícias do Turismo já selecionou alguns roteiros de trilhos para o viajante apaixonado pelas locomotivas. Clique aqui e conheça.

 

Fonte: Agência de Notícias do Turismo